Recursos didáticos auxiliares (Casos para aulas)

 

 

Otimizando o giro dos livros
Uma análise na Livraria Cultura
 
 
Tópicos explorados: Gestão de Custos de Materiais.

Adriano Leal Bruni
albruni@minhasaulas.com.br

 

A gestão de estoques pode se tornar o principal fator de sucesso de muitos  negócios. Leia as informações apresentadas a seguir e responda às perguntas formuladas.

Alta velocidade na cultura


Disponível em: <http://terra.com.br/istoedinheiro/396/negocios/alta_cultura.htm>. Acesso em: 27 jul. 2008.

A paulistana Livraria Cultura prepara sua expansão nacional: abrirá uma megaloja por ano até 2010. Cada uma com 3 mil metros quadrados. Por Flávia Tavares.

Dez livros em alemão, em 1947. Oitocentos mil títulos entre livros, CDs e DVDs nacionais e internacionais, em 2005. Uma prateleira na Alameda Lorena, em São Paulo, em 1947. Cinco megastores em São Paulo, Porto Alegre, Recife e, em breve, Brasília, em 2005. Eva Herz toca sozinha sua biblioteca itinerante, em 1947. Seu filho Pedro Herz e os filhos Sérgio e Fábio comandam os 500 funcionários da empresa, em 2005. A evolução da Livraria Cultura, ponto de encontro da “intelligentsia” da maior metrópole do País, mostra uma história de sucesso sem par no setor. Mas não a traduz por inteiro. Isso porque, na família Herz, números e cifras são um livro fechado. Os proprietários preferem um discurso “altruísta-cultural”, falando de seu compromisso com a difusão da literatura. “Não adianta citar faturamento, unidades vendidas. Os números mentem”, desconversa Pedro Herz. Há, porém, uma conta que já fez e que evidencia o seu lado de empresário também comprometido com resultados financeiros: ele vai abrir uma megastore a cada doze meses nos próximos cinco anos, começando pelo Planalto Central.

A loja de Brasília será inaugurada em junho. Ela consumiu um investimento de R$ 6 milhões e segue o modelo das grandes unidades abertas nas outras capitais recentemente: tem 3 mil metros quadrados, será anexa a um shopping center, venderá livros, CDs e DVDs e terá um café, que, saliente-se, só vende café. “Nas nossas lojas, não vendemos geladeira, celular, pão de queijo, câmeras fotográficas. Nosso produto é o livro”, diz Pedro. Ele garante que é essa fidelidade à literatura que assegura à Livraria Cultura o carinho e a admiração da clientela. Não é à toa, gaba-se o empresário, que, numa inversão da lógica do varejo atual, muita gente vai aos shoppings para ir à Cultura – não o contrário. “Por isso, até hoje, não perdemos a aura de um lugar onde se encontra cultura, não puramente consumo”. Seu filho Sérgio concorda. “Baseamos nosso desenvolvimento em recursos humanos e tecnologia. Isso quer dizer que nossos vendedores prestam serviços. Se um cliente de Porto Alegre quer um livro que está em Recife ele pode voltar para buscar no dia seguinte, porque temos estoques integrados”, exemplifica.

Os vendedores são, realmente, um capítulo à parte na Cultura. Punks de cabelo vermelho convivem com mauricinhos engravatados, sem uniforme e sem chefe. As lojas não têm gerente. “Os próprios funcionários decidem quem deve ser contratado, fazem a avaliação do novo vendedor e promovem saraus e tardes de autógrafos nas livrarias”, conta Sérgio. Não antes de passar por uma seleção rigorosa, claro. O “vestibular” da Livraria Cultura, com questões sobre conhecimentos gerais, é concorridíssimo. Para trabalhar em Brasília, são mais de 3 mil inscritos para 80 vagas. “Não trabalhamos com metas de venda. Os vendedores não estão preocupados em atingir um número de livros vendidos, mas em conquistar clientes”, explica Sérgio. Seja como for, o volume de unidades comercializadas vem crescendo a cada ano. No primeiro trimestre de 2005, o aumento foi de 28%, e o faturamento descreveu uma curva parecida, de 34%.

Mas por que uma livraria com a fama da Livraria Cultura, de ser um lugar “cult” e um reduto de intelectuais contrários à banalização da arte, arriscou-se no mundo das lojas gigantescas? “Porque hoje temos uma estrutura cara. Temos de ratear os custos fixos”, responde Pedro, finalmente falando como empresário. O filho mais velho complementa: “Nós não estamos nos arriscando. Damos um passo depois do outro. Além disso, estamos vendo uma oportunidade e temos de aproveitar”, diz Sérgio. A oportunidade a que ele se refere é a demanda dos leitores “heavy users”, aqueles que consomem literatura com muita freqüência e selecionam bem o que vão ler. “Há muita gente culta no nosso País, muito mais do que imaginamos. Eles são nosso foco”, define Pedro. Aproximadamente R$ 25 milhões serão investidos nas cinco megastores. A primeira será inaugurada em junho, em Brasília, ao custo de R$ 6 milhões.

 

Perguntas:

a) Qual o importância da gestão de estoques para uma empresa?

b) Qual o importância da gestão de estoques para a Livraria Cultura?

c) Quais os ganhos associados a estas práticas?

 

      

Comentário do autor para professores e alunos:

Os livros A Administração de Custos, Preços e Lucros e Gestão de Custos e Formação de Preços discutem os principais aspectos relativos à gestão do custo da administração de materiais nas empresas.

 

Referências:

Informações complementares podem ser vistas nos links:

http://www.livrariacultura.com.br

http://terra.com.br/istoedinheiro/396/negocios/alta_cultura.htm