Recursos didáticos auxiliares (Casos para aulas)

 

 

Bolsa para quê?
Analisando a importância das bolsas
 

Tópicos explorados: Gestão de Preços, Análise Custo, Volume e Lucro.

Adriano Leal Bruni
albruni@minhasaulas.com.br

 

As bolsas de valores executam a importante atividade de gerar liquidez para as negociações com diferentes ativos. Leia as informações apresentadas a seguir e responda às perguntas formuladas.

Bovespa, uma história centenária
 
Disponível em: <http://www.bovespa.com.br/InstSites/RevistaBovespa/106/CapaBovespa.shtml>. Acesso em: 30 jul. 2008.
 
Por José Roberto Nassar

A pioneira Bolsa Livre de São Paulo nasceu no dia 23 de agosto de 1890, no número 2 da então Rua do Rosário, no centro histórico da capital (do qual nunca saiu) – “sugestivo nome” esse de Bolsa Livre, diria Raymundo Magliano Filho ao tomar posse na presidência, em fevereiro de 2001. No alvorecer da República, São Paulo era uma província movida pela exportação de café e pela incipiente industrialização de produtos tradicionais. Agora, prestes a completar 118 anos, a Bovespa é uma instituição da sociedade brasileira, país moderno e industrializado, inserido num mundo cada vez mais sem fronteiras. Transformou-se em empresa, tornou-se um player global, apto a competir no cenário internacional e a cumprir sua missão original: financiar o investimento e o desenvolvimento da economia.

Do Brasil rural e bucólico ao Brasil urbano e “nervoso”, mudanças radicais aconteceram. A Bolsa acompanhou seu curso, sofreu com as vicissitudes da economia, festejou e espelhou seus sucessos. A primeira Bolsa Livre teve vida curta, mas renasceu em janeiro de 1895 como Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, reconhecida dois anos depois pelo governo estadual. Em 1935, já instalada no Pátio do Colégio (onde nasceu a cidade), ganha o nome de Bolsa Oficial de Valores de São Paulo. Viveu com vigor o período da industrialização pós-guerra, atraindo as companhias privadas que nasciam e cresciam. Em 1964, em meio a reformas que criaram o Banco Central e estimularam o mercado de capitais, passou a chamar-se Bolsa de Valores de São Paulo, tornou-se entidade sem fins lucrativos cujos membros eram as sociedades corretoras (não mais os corretores nomeados) que detinham títulos patrimoniais.

Enfrentando a crise do início da década, a Bovespa chega ao fim dos anos 70 marcando pontos: instala painéis eletrônicos em lugar da velha pedra do pregão; compra sua primeira sede própria (na Rua Álvares Penteado); lança o mercado de opções. No plano institucional, criava-se a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por causa disso, nos anos 80, ingressa numa fase de modernização operacional e administrativa, em linha com o progresso tecnológico, implantando terminais eletrônicos de negociação. Em 1989, muda-se para a Rua XV de Novembro. E nos anos 90, já sob o comando executivo de Gilberto Mifano (hoje presidente do CA da Nova Bolsa), surgem a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), o Home Broker e o after market. Estavam, assim, dadas as condições para as transformações históricas deste século 21.

Primeiro, veio a unificação do mercado nacional, que centralizou na Bovespa (“A Bolsa do Brasil”) os negócios com ações. Depois, os níveis de governança diferenciada, tendo no topo o Novo Mercado, um ambiente de negociação cuja transparência e credibilidade igualam ou superam os mais exigentes padrões internacionais. Paralelamente, uma ampla campanha de popularização e democratização do mercado atraía centenas de milhares de novos investidores. Embalados pelo cenário de expansão tanto interno como externo, os resultados não tardaram: em 2007, a Bovespa foi a quinta do ranking mundial em captação via ofertas primárias (IPOs), com um volume de US$ 28,6 bilhões; a capitalização de mercado alcançou US$ 1,4 trilhão; o Ibovespa subiu 43,6%, em reais, e 73,4%, em dólares – e de janeiro a abril deste ano, apesar da crise financeira internacional, já subiu 19% (em reais).

Agora, assistimos à culminância desse processo. Como conseqüência do crescimento e como preparação para novas fases de expansão sustentada, a Bovespa abriu o capital e transformou-se numa empresa, em agosto de 2007. Desmutualizou-se, virou sociedade anônima, acolheu investidores de toda parte em seu IPO, que captou R$ 6,6 bilhões (o maior da história brasileira) em outubro. O mesmo aconteceu, pouco depois, com a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Num ambiente internacional de férrea competição – megabolsas fazendo fusões e aquisições para fortalecer seus músculos –, os dois movimentos das bolsas locais sugeriam que faltava um passo: sua própria fusão. É o que acaba de acontecer com a criação da BM&F Bovespa S.A., a Nova Bolsa brasileira, a terceira maior do mundo e a segunda das Américas em valor de mercado.Numa frase, pode-se dizer: a Bolsa mantém as raízes no Brasil, mas abre um horizonte global.

 

Perguntas:

a) O que são bolsas de valores?

b) Qual a importância da bolsa para a sociedade?

 

 

        

Comentário do autor para professores e alunos:

O livro Certificação Profissional Anbid Série 10, CPA-10, discute a importância das bolsas de valores. Leia o livro e tente responder às perguntas formuladas.

 

 

Referências:

Informações complementares podem ser vistas no link:

http://economiaeverywhere.blogspot.com/2005_10_16_archive.html